Brasileiros pelo mundo da bola- Novo Colunista
A importância dos brasileiros para o futebol mundial impressiona. Quantas vezes você já viu matérias diversas falando de brasileiros jogando aonde o futebol praticamente inexiste, sendo praticado amadoramente e sem grandes condições de trabalho? E gols brasileiros nas finais de torneios importantes mundo afora, tanto faz se são torneios de extrema importância (como a Taça da UEFA, que teve 3 gols brazucas) ou se são torneios mais escondidos mundo afora. Se tiver futebol, nos 22 jogadores em campo, pelo menos um é brasileiro. E se o brasileiro não estiver em campo, pode também estar fora dele, afinal a exportação de técnicos para países com o futebol em desenvolvimento tem sido frequente.
Portanto, aqui no Plano Tático, abrimos espaço para os jogadores esquecidos, os que foram em busca de um sonho, enfim, quem está fora do país labutando e mostrando que o verdadeiro país do futebol é o Brasil.
Um dos destinos mais comuns atualmente são os países do Oriente Médio, que apesar de amantes de futebol e cheios da grana, não entendem absolutamente nada do assunto quando se trata de jogar. Basta lembrar as atuações de Arábia Saudita nas Copas para ver a diferença de potencial desses países para as grandes nações no futebol. Apesar disso, algumas figuras ainda assim se diferenciam, mesmo lá, como foi o caso de Ali Daei, pelo Irã e o árabe Al-Jaber.
Já o resto dos jogadores são horríveis. O futebol é realmente complicado na região que vive diversos conflitos também. Buscando nomes já feitos no continente sul-americano, os jogadores mais experientes até com passagens pela Seleção Brasileira, os “sheiks” e milionários do petróleo seduzem os jogadores daqui, que buscando estabilidade financeira e fazer o famoso pé-de-meia, aceitam fazer contratos de um ou dois anos para ganhar em “petrodólares” e voltar para seu país de origem depois podendo curtir mais a vida. Como se eles já não ganhassem o suficiente aqui na maioria dos clubes de Série A….
Geralmente indicados por treinadores e empresários com ligações na região, jogadores como Ricardinho, Fernandão, Sóbis e Felipe se mudaram para Qatar, Emirados Árabes e países próximos pra abrilhantar o futebol local e ganhar uns trocados.
Na estréia da coluna falarei um pouco da carreira de Felipe, que começou sua carreira no Vasco, teve chances na Seleção, mas quando se precisou dele, sempre se mostou “chinelinho” e preguiçoso. Azar o dele, tinha talento para ser jogador de ponta na Europa, mas acabou rodando no Brasil, teve passagem pela Turquia, voltou ao país de origem e agora está desde 2005 no Qatar, atuando pelo Al-Sadd.
Até daqui 10 dias, ou menos.
Ian Rafael
Foto: nossovinho.com
