Vágner Love acerta com o Palmeiras, mas deixa saudades para o futebol russo
Por Thomas Renan
Já vinha de tempos esse namoro ”Vágner Love e Palmeiras, ou melhor, ”Vágner Love e Futebol Brasileiro”, já que além da equipe do Palestra, Flamengo e Corinthians também se mostraram compromissados com o atacante.
Vágner Silva de Souza, carinhosamente chamado de Vágner Love, apelido dado após ser pego com uma mulher na concentração, nasceu no Rio de Janeiro, no bairro de Bangu. Desde cedo, o jovem já se mostrava íntimo da bola, quando costumava jogar futebol nas ruas do bairro da zona oeste. E foi logo aos 8 anos, que Vágner começou a despontar como um futuro artilheiro, após passar a integrar a escolhinha de futsal do Bangu. A partir daí, vários percalços na vida do atacante ocorreram, desde mudanças de ares ainda jovem, até passagens frustadas pelo Vasco da Gama e o São Paulo, e apesar das desilusões, foi em outro clube da capital paulista, que Vágner apareceria para o Brasil e o mundo.
No Palmeiras, o primeiro ano não poderia ter sido melhor, e mesmo com o afastamento da Copa São Paulo de Juniores, após ser flagrado com uma garota na concentração, o atacante marcou 32 gols pelo Campeonato Paulista da categoria, passando assim a ser integrado no elenco profissional do clube em 2003, ano em que o Palmeiras disputaria a Série B.
Vágner Love se tornou uma peça fundamental no elenco de Jair Picerni, que obteve o acesso a elite do futebol brasileiro. Além de ajudar a equipe a conquistar o título com uma rodada de antecedência, o atacante ainda se sagrou o artilheiro da competição com 19 gols.
Com a excelente campanha, e considerável média de gols, o jovem passou a despertar interesse de clubes europeus, sendo inevitável a ida de Vágner para a velho continente. Apesar das sondagens, o atacante ainda permaneceu no Palmeiras para a disputa do Campeonato Paulista de 2004, competição em que também se tornou o artilheiro máximo com 12 gols. Aliado aos gols pelo verdão, Love ainda fez parte do grupo da seleção campeã da Copa América de 2004.
Até o acerto com o CSKA da Rússia, o atacante marcou nada mais nada menos que 49 gols, em 66 partidas, com média de 0,74 gols por jogo.
A princípio, a ideia de ir jogar em um país ainda emergente no cenário europeu, com um inverno escaldante, e com uma cultura totalmente diferente, poderia parecer loucura. Mas não foi o que aconteceu com Vágner Love, já que contrariando todas as expectativas, o atacante se adaptou muito bem ao futebol local, basta ver a quantidade de gols e títulos. Além das marcas pessoais, de artilheiro da Copa da UEFA 2008/2009, com 11 gols, e de melhor jogador e também goleador do Campeonato Russo 2008, Love ainda conquistou uma série de títulos, que vão desde o Tetracampeonato da Copa da Rússia, Tricampeonato da Supercopa da Rússia, Bicampeonato Russo, até o mais importante sem dúvidas da carreira do atacante, a Copa da Uefa de 04/05.
A ideia inicial do Palmeiras para repatriar Vágner Love, seria incluir o atacante Obina na negociação, mas por problema de falta de tempo até o fim da janela de transferências, o atacante permanece no Palmeiras, que no fim do ano pretende comprá-lo em definitivo do Flamengo. A contratação de Love, além do desejo da torcida, foi um pedido especial do técnico Muricy Ramalho, que vê no atacante uma peça fundamental para garantir o título brasileiro deste ano. O contrato de empréstimo de Love vai até 31 de julho de 2010, mas ainda existe uma possibilidade de negociação, caso o Palmeiras avance na Copa Libertadores da América.
Pela parte do atacante, a transferência pode ser uma chance de reencontrar seu espaço na seleção de Dunga, e quem sabe garantir uma vaga no elenco que disputará a Copa do Mundo de 2010, na África.
Série de gols do atacante na Rússia:
Vários gols pelo Palmeiras:


“Inverno escaldante” foi ótimo. Não vejo nesse jogador algo que me faça vibrar; vi muitos centroavantes jogar no futebol brasileiro e mundial. Uma característica marcante dele é a velocidade. Todavia, devemos concordar que deixar saudade no futebol da Rússua não é algo que possa credenciar qualquer um, com todo respeito a Puskas e a Yaschin.