Chefe do Estado Líbio quer que pequenos sediem a Copa do Mundo

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Por Matheus Laboissière

O tirano Muammar AL-Khadafi, dono da Líbia desde 1º de setembro de 1969, país ao norte da África, que faz fronteiras com Tunísia e Argélia, a oeste, Níger e Chade, ao sul e Egito e Sudão, a leste, gosta mesmo de polemizar.

O assunto que o líder líbio comentou à Agência Líbia de Notícias (JANA), foi futebol. Ele disse, na última terça-feira, que os pequenos países deveriam ter o direito de sediar Copas do Mundo, a fim de que a competição deixe de ser somente para os ricos.

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De acordo com o raciocínio do líder líbio, o país que vencer o Mundial da África do Sul deverá ter o direito de organizar a próxima edição, (para ele, o campeonato não tem significado nem valor, se o país vencedor não for a sede do próximo) sem serem levados em conta fatores financeiros e a própria decisão da FIFA pelo Brasil, em 2014. Khadafi acrescentou que a FIFA tem o dever de financiar a competição para que esta não seja monopolizada pelos ricos.

Al-Khadafi chamou ainda a África do Sul e o Brasil de países ricos e que a disputa em países pobres poria fim à injustiça, ao rancor e à amargura a que estão sujeitos os países pobres.

Comentário do autor

Al-Khadafi mais parece querer usar a mídia para ficar em voga a fim de esconder suas malfeitorias do que falar sério. Suas palavras se confundem em um mar de contrariedades.

Se Khadafi quer os países pobres sediando a Copa, o que de fato é defensável, levando-se em conta que a FIFA tenha o dever de financiar a competição, o que é justo, esta premiação aos pobres não pode vir por meio do vencedor da edição passada. A própria história mostra que nunca houve grandes zebras em Copas do Mundo, sempre são os mesmos países a ganhar um Mundial. Ainda é um sonho um africano, um asiático ou mesmo um país da Concacaf levantar o troféu.

O período de quatro anos para se organizar um Mundial, o que é defendido por Khadafi, é fora de cogitação até para os países mais ricos, quanto mais para os pobres. Deve-se ter planejamento, pois a Copa não é o primeiro objetivo ao se construir estádios, por exemplo. A Copa das Confederações acontece um ano antes, o que diminui o prazo de conclusão das obras em 365 dias.

A FIFA pode, sim, financiar parte do Mundial e dar chance a países mais pobres, o que poderia desenvolver o futebol local e entre os vizinhos, ao invés de agir como está fazendo no caso brasileiro e nos passados: exigir isenção fiscal para ela e empresas parceiras durante a realização da Copa do Mundo no país.

Foto: Wikipedia

Comments

  • Ramon Gregóro said:

    Sou a favor da candidatura conjunta de Liechtenstein, San Marino, Andorra, Mônaco e Luxemburgo para Copa de 2018, vai ser show de bola, ehehheheheh…