Dinamarca – Representando a Escandinávia na Copa do Mundo


Por André Renato

Após uma Copa de ausência, a Dinamarca volta ao Mundial com perspectivas de repetir seu melhor desempenho, quando chegou até as quartas-de-final em 1998, eliminada pelo Brasil. E, para isso, conta com um forte sistema defensivo, vazado apenas cinco vezes durante as Eliminatórias.

E é justamente em seu setor mais forte que a seleção escandinava enfrenta problemas de lesão. A começar pelo seu goleiro, Thomas Sorensen, que se contundiu na antepenúltima rodada da Premier League, em jogo do seu clube, o Stoke City, contra o Chelsea, sofrendo deslocamento de cotovelo. Não precisou de intervenção cirúrgica, o que mantém as esperanças de disputar sua segunda Copa. Se não puder atuar, Stephan Andersen deve assumir a condição de titular.

Conheça o Futebol ao Cubo

Quer escrever para o Plano Tático?

O mais novo problema é Simon Kjaer. De ótima temporada no Palermo, da Itália, é considerado uns dos defensores mais promissores do futebol mundial, a ponto de, aos 21 anos, já ser considerado peça-chave da seleção. Mas num amistoso realizado ontem, em Aalborg, contra o Senegal, Kjaer se contundiu no fim da partida, e a suspeita é de lesão no ligamento do joelho que, se for confirmada, é o fim das esperanças da joia dinamarquesa de jogar seu primeiro Mundial. Seu substituto natural seria Per Kroldrup, da Fiorentina.

Morten Olsen monta a Dinamarca no 4-2-3-1. Na linha defensiva, Lars Jacobsen é titular absoluto da lateral direita. No lado oposto a posição é de Simon Poulsen. O miolo de zaga tem a segurança de Daniel Agger, zagueiro do Liverpool, que pode ganhar um novo parceiro caso a lesão de Kjaer se confirme. Além de Kroldrup, Anders Moller-Christensen é uma opção.

Dando proteção ao quarteto defensivo tem Christian Poulsen, volante da Juventus. Na outra posição há ainda uma disputa entre Daniel Jensen e Jakob Poulsen, com vantagem para o primeiro, apesar de passar quase toda temporada na reserva do Werder Bremen.

Mais à frente, Dennis Rommedahl é titular do setor direito assim como Martin Jorgensen é pela esquerda. Com ambos bem abertos, não é incomum ver a seleção dinamarquesa se portando num 4-3-3. Jorgensen, inclusive, é um grande coringa que Morten Olsen tem no seu elenco, pois até nas laterais ele pode ser escalado.

Entre eles há Jon Dahl Tomasson, seus 33 anos e a possibilidade de bater um recorde memorável: se fizer mais um gol, se iguala a Poul Nielsen como maior artilheiro da Dinamarca, com 52 gols.
Como um centroavante de origem, também tem plena qualidade pra chegar na área e finalizar, o que dá ao seu treinador a possibilidade de variar, em caso de necessidade numa partida, para um 4-4-2, adiantando-o ao lado do centrovante.

E esse será Nicklas Bendtner. Capaz de partidas maravilhosas (como seu hat-trick pelo Arsenal diante do Porto, nas 8ªs-de-final da Champions League) e logo em seguida uma partida risível, Bendtner pode surpreender nesse Mundial.

Dá pra dizer que a Dinamarca, com a moral de ter mandado Portugal pra repescagem nas Eliminatórias, tem ligeiro favoritismo contra Camarões e Japão, ficando atrás da Holanda. Se der a lógica, cruza com a Itália nas oitavas-de-final, e como a Azzurra não vive seu melhor momento, repetir – ou superar – o feito de 1998 é um sonho possível para a seleção que um dia encantou o mundo com a inesquecível Dinamáquina”.

Comments

  • Victor said:

    Uma das esperanças de gol também está no centroavante Søren Larsen, mas que anotou apenas em jogos menos expressivos durante as eliminatórias enquanto Bendtner foi o responsável por gols em jogos mais decisivos como contra Portugal.

  • thømas gravsen said:

    vao tage deres queers i Danmark er fucking røv

Trackbacks

There are no trackbacks