Holanda – A eterna favorita

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Por Valdir Souza

Talvez chegue um dia no futebol mundial onde todas grandes seleções com história em copas do mundo tenham um título para deixarem de ser “azaradas” ou “zebras”. Desde a década de 70, da laranja mecânica, do futebol total, e de várias outras histórias, a Seleção Holandesa busca espaço no panteão das maiores seleções. A copa de 2010 está ai e o atual retrospecto, apesar de bom, ainda deixa dúvidas. Afinal, até onde a Holanda chega dessa vez?

Analisando o passado recente, lembramos que a seleção holandesa começou a Euro 2008 com tudo. Três sonoras vitórias contra adversários complicados na primeira fase, sendo um 3 a 0 sobre a atual campeã do mundo, Itália. O time jogava um vistoso futebol com a tradicional troca de passes, um coletivo forte e nomes importantes do futebol internacional como Ruud van Nistelrooy, Sneijder, Kuyt e os craques Robben e van Persie no banco. Entretanto, ao chegar nas oitavas caíram para o time desconhecido da grande imprensa de Arshavin e Pavlyuchenko, do obscuro campeonato russo.

Os tempos são outros mas o time nem tanto. Dessa vez a Orange segue sem seu grande artilheiro – Nistelrooy, preterido pelo técnico van Marwijk, e aparentemente, aposentado da seleção. Chega com os craques dos times finalistas da Champions League – Robben e Sneijder. Depende também do físico de van Persie, jogador propenso a contusões constantes e da inesperiência de Hunteelar, do Milan, jogador que demonstra altos e baixos, mas também de muita inconstância.

Será que dessa vez ela sai do “quase”?