Caio Garcia – Um brasileiro tentando o reconhecimento na terra do ”Drácula”
Por Thomas Renan
Caio Garcia Suguino, é o entrevistado da vez do Plano Tático. Com muita história para contar, o meio-campo brasileiro, mesmo muito jovem já conta com uma vasta experiência nos gramados internacionais. Recentemente, Caio assinou com o CS ACU Arad, clube que vem de um rebaixamento na última temporada, e na atual disputa a terceira divisão na Romênia.
Dos 6 aos 14 anos de idade, você teve uma passagem pelo futebol de salão. Qual a importância dessa experiência para a sua carreira?
O futebol de salão foi muito importante pelo fato que me permitiu ter a qualidade de pensar antes de receber a bola ,além da rapidez e a habilidade. Eu gostava muito de jogar futebol de salão, acho que se não fosse pelo fator financeiro que infelizmente não paga igualmente ao campo, estaria até hoje no salão.
Só tenho a agradecer a Mercedes Benz que foi onde começou tudo, e ao São Paulo F.C, clube em que terminei minha carreira nas quadras.
”O futebol de salão foi muito importante pelo fato que me permitiu ter a qualidade de pensar antes de receber a bola ,além da rapidez e a habilidade.”
Após esse período, você participou de diversos campeonatos importantes nas categorias de 15 e 16 anos atuando por um importante colégio na região do ABC paulista, inclusive fazendo parte da mesma equipe que o lateral Ilsinho. Pelo que você pôde observar, como é a atuação dos olheiros e empresários nestes torneios que envolvem tantos jovens bons jogadores?
Conforme fui me destacando na Mercedes Benz tive o convite de uma grande escola para ter bolsa de estudo integral. O Colégio que se chamava Ateneu dava um grande incentivo ao esporte, e disputava competições muito importantes em nível escolar, e tive a felicidade de jogar com o Ilsinho e muitos outros bons jogadores. Cheguei a disputar jogos contra o Jô ex-Corinthians e outros jogadores não tão conhecidos, mas que se tornaram profissionais, e já que a maioria destes atletlas estavam em algum clube, não possibilitava com que os olheiros agissem muito.
O bom desempenho nas Copas Topper, Nike e Nestlê que foram determinantes para o período de experiência no Newell’s Old Boys? E como surgiu essa primeira chance de atuar fora do país, embora que ainda não fosse profissionalmente?
Com certeza, pelos bons desempenhos nesses torneios eu tive a oportunidade por intermédio de um empresario de ir para a Argentina, que foi uma experiência incrível, embora ainda fosse muito jovem.
Relate um pouco esse período que você passou no Newell’s Old Boys. Qual foi a importância dessa experiência para o seguimento de sua carreira?
Esse período na Argentina acabou sendo muito importante. Me deparei com vários fatos novos, como a pouca idade em um outro país, com comida, treinamentos, língua diferente. Apesar de tudo, e da rivalidade, fui muito bem recebido por todos os companheiros e a comissão técnica. Esta experiência também serviu para que eu decidisse que era seguir carreira o que eu queria de fato, e fui feliz, sempre contando com o apoio de meus familiares.
Neste período no clube, chegou a ter contato com grandes jogadores da história da equipe como Damián Manso, Ariel Ortega, ou algum outro?
Sim, tive o prazer de conhecer pessoalmente o Sebastian Dominguez, zagueiro (ex-Corinthians), Ariel Ortega e Jardel, que na época estava la no Newell’s Old Boys. Foi muito importante a presença dele na época, sempre me ajudando desde o começo.
O seu primeiro contato com algum elenco profissional surgiu quando atuava no ABC de Natal, inclusive foi o clube que te abriu as portas para atuar no futebol europeu. O que motivou sua ida para o Unión Deportiva Poblense, clube que disputa a Tercera División, equivalente a quarta na Espanha, tão jovem ainda na época, sem sequer ter estreado como profissional?
Sim, tive a oportunidade de trabalhar com o técnico Roberval Davino que me ajudou muito nessa época lá no ABC. Só tenho a agradecer ao ABC, e ao vice presidente Fernando Suassuna que sempre acreditou no meu potencial. E foi graças a um torneio que o sub-20 do ABC foi disputar na Espanha (Ibiza Cup 2007), tive o convite para ficar na Europa. E como a oportunidade de atuar em um país como a Espanha era um sonho para mim, acabei aceitando.
De que maneira se concretizou esta transferência para a Europa? Partiu de você, ou foi por intermédio de empresários?
Graças ao convite do UD Poblense que meu viu jogar na época. Através do Bira Lopes, ex-diretor do ABC.
Cite um pouco do seu período de adaptação no país, e como é a rotina diária de treinos, concentração na terceira divisão espanhola:
Era a realização de um sonho, acabei me adaptando super bem com os costumes, a comida, e o idioma, que foi facilitado pelo período que passei na Argentina. O clima também era favorável, já que o clube fica em Mallorca, onde possui um clima semelhante ao brasileiro. Os treinos eram distintos, visando mais a parte física e trabalhando menos com bola, além de muita disciplina tática.
Em 2008 você se transferiu para o Fútbol Alcobendas Sport, da mesma divisão, mas oriundo da região de Madrid. Apesar de ser um clube novo, fundado em 1995, como é a estrutura da equipe, e a relação dos torcedores em relação aos públicos no Polideportivo José Caballero?
A região de Madrid é o centro futebolístico da Espanha. Mesmo sendo um clube tão jovem, no ano em que estive por lá, apareceu um grande investidor, que chegou com o objetivo de subir o clube. O clube ficava muito a frente em questão estrutural em relação aos outros da mesma divisão, tanto que o Complexo José Caballero tem uma estrutura completa, desde 4 campos de treino ,salas de musculação, piscinas, e quadras. E apesar de pequeno, o publico é muito exigente.
”Eu sou um meio campista de criação e faço a ligação da defesa para o ataque rápido e em sentido vertical, porém agora estou ajudando mais na marcação e dando suporte aos laterais quando sobem ao ataque.”
Você fez parte do grupo que levou o clube a melhor campanha na Tercera División em sua história, terminando a primeira fase em quarto lugar e chegando até os playoffs finais. Como foi recebida pela torcida, diretoria, e pela imprensa local esse surpreendente desempenho?
Realmente naquele ano tinha um investidor muito forte financeiramente. E conseguimos a façanha de chegar aos playoffs. Os torcedores como eu disse, eram poucos, mas ficaram muito contentes, assim como a imprensa local que nos deu muito apoio. Infelizmente neste ano vejo o Alcobendas nas ultimas posições, lutando para não cair, me deixando um pouco chateado, já que deixei muitos amigos por lá.
Em 2009 você assinou pelo Atletic Ciutadella, também da Tercera División. Recentemente o Plano Tático realizou uma entrevista com Diego Douglas, brasileiro que também teve uma passagem pelo clube, mas em 2008. Vocês chegaram a atuar juntos no clube?
Sim, chegamos a jogar alguns jogos antes que ele se transferisse. Pelo pouco tempo que convivemos juntos no clube, me pareceu um grande atleta.
No elenco também haviam outros brasileiros como Ângelo, Igor e Arouca. Qual a importância de chegar em um clube e encontrar brasileiros que possam facilitar sua adaptação?
Total. Apesar de na época já estar na minha terceira temporada na Espanha, foi diferente a presença dos brasileiros, ao contrário dos outros clubes, que só me deparava com atletas locais. Graças a eles pude fazer mais amizades, além de facilitar nos treinamentos e nos jogos.
Apesar de ser um clube tradicional, o Atletic Ciutadella convive com grandes problemas financeiros, inclusive afetando a parte salarial de seus atletas. Você chegou a sofrer com essa situação, e pode-se dizer que esse foi um dos fatores primordiais para a sua saída do clube?
Sim, infelizmente não só o Ciutadella, como a grande maioria dos clubes enfrentam problemas financeiros. A presença de brasileiros no clube na época foi fundamental para que pudéssemos superar o problema.
Recentemente você assinou com o CS ACU Arad, clube que atualmente disputa a terceira divisão na Romênia. Qual a sua primeira impressão quanto a estrutura do clube, torcida e rotinas de treinos? E o fato do clube vim de um rebaixamento da Liga II, segunda divisão, na última temporada aumenta a pressão pelo acesso?
A minha primeira impressão foi a melhor possível em questão de estrutura e dos treinamentos, porque quando qualquer pessoa escutar falar em Romênia pensa em algo não tao bom quanto grandes países europeus. No entanto desde o primeiro momento que eu cheguei aqui no ACU ARAD eles estão me dando todo o suporte necessário para estar bem e feliz.
De certa forma sim, porém a presidente fez um time muito forte e estamos bem unidos e focados nesse objetivo, tanto que já jogamos nesse returno 2 jogos e ganhamos os 2.
Como a Romênia segue o tradicional calendário europeu, os campeonatos nacionais devem estar se aproximando da metade. Como está a atual classificação da equipe na tabela da Liga III?
Atualmente 2 jogos que jogamos e ganhamos do returno. Estamos na 3a posição a 2 pontos do líder, sendo que o líder sobe direto para a liga 2 e o 2o colocado vai para os playoffs.
O que costuma fazer nos tempos livres na importante cidade romena de Arad County? O que o local oferece para os moradores de opções para lazer?
Eu costumo ir, nos tempos livres, a casa de amigos que tenho por aqui em outras cidades vizinhas. Colocar a conversa em dia com meus amigos, familiares e a minha noiva Karen pela internet.
Como toda a cidade, o lazer é quase sempre o mesmo cinema, shopping, bons restaurantes e um bondinho que passa por toda a cidade.
Além de se tornar uma profissão, o futebol pode ser considerado para você como um meio de aprimorar e adquirir novas culturas. Este se tornou um dos seus objetivos ao sair do país para seguir carreira tão cedo?
Não foi minha meta desde o começo. Eu sempre mirei na carreira profissional de jogador mas consequentemente pelo fato de eu estar viajando e conhecendo outras culturas junta o útil ao agradável. Desempenho a minha profissão e conheço e aprendo novas culturas, novos costumes e línguas.
”A minha primeira impressão foi a melhor possível em questão de estrutura e dos treinamentos, porque quando qualquer pessoa escutar falar em Romênia pensa em algo não tao bom quanto grandes países europeus.”
Fale um pouco do seu estilo de jogo, e sobre seus objetivos futuros na carreira:
Eu sou um meio campista de criação e faço a ligação da defesa para o ataque rápido e em sentido vertical, porém agora estou ajudando mais na marcação e dando suporte aos laterais quando sobem ao ataque. Taticamente um modo diferente do que eu atuava antes, mas eu me adaptei perfeitamente.
O objetivo real agora é subir com o ACU ARAD para a liga 2 e depois já veremos o que acontece. Mas lógico que nós temos metas e sempre queremos o melhor não só para mim mas para toda a minha família.




OI CAIO, FICO FELIZ SABENDO QUE VOCE ESTA SUPER BEM. ESTA CONSSEGUINDO SEU OBJETIVO E SUBINDO NESTA CARREIRA QUE NÃO É FACIL. PARABENS TODOS AQUI DE NATAL(EXCOMPANHEIROS DE ABC) ESTAMOS CURTINDO SEU SUCESSO.
Que bacana ver uma entrevista suaaa….
Orgulho da familia toda com certeza! Vc merece…
Bjão da prima mais velhaaa
Parabens pela matéria.
O Caio é um sobrinho muito querido e esforçado, como podem observar.
Espero que ele tenha mais sucesso ainda!
Monserrat
FICO FELIZ POR VER UM FILHO DE MEU AMIGO FAZER SUCESSO NO FUTEBOL MUNDIAL, SEI QUE A LUTA É GRANDE.
E EU E ELAINE ESTAMOS AQUI EM MINAS TORCENDO MUITO PELO CAIO.
ESPERO VÊ-LO MUITO NA TV E NOS GRAMADOS DO MUNDO AFORA.
UM ABRAÇO RICARDINHO E ELAINE – DIVINOPOLIS – MG BRASIL.
é isso ai parcero, posso dizer que tenho um ex companheiro que venceu no futebol.Muito sucesso
voce merece e vamos por a resenha em dia quando voce tiver de ferias aqui. abraços
Parabens Caio Você Merece
Abraço Do Primo FELIPEPSI
caraca mlk parabens tudo de bom ai, boa sorte dessa sua carreira que deus te abencoe.