Marquinhos – Mais de 100 jogos em prol de uma paixão


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Por Thomas Renan e Ian Rafael

Marquinhos Santos, ídolo do Avaí, é o entrevistado de hoje no Plano Tático. Sem dúvidas nossa maior atração até hoje. Marquinhos de 27 anos é natural de Biguaçu, cidade próxima da capital catarinense. Com passagens por Avaí, Leverkusen, Flamengo, São Paulo, Paraná, Coritiba, Atlético Mineiro e Santa Cruz, o meia apelidado de Anjo Loiro pela torcida azurra, é o mais experiente do elenco e pretende manter o Avaí na 1ª divisão para 2010. Com mais de 100 jogos pelo clube, o meia ganhou a admiração da torcida com vários lances de habilidade, técnica diferenciada até para jogadores de primeira divisão e seu amor pelo clube, que já foi testado mais de uma vez e se mostrou inabalado. Confira as respostas do camisa 10 e capitão:

Com 18 anos você estreou pelo Avaí no Estadual de 1999 contra a Chapecoense no Indio Condá. Conte-nos um pouco como surgiu a oportunidade de subir e como era estar no time recém promovido para a Série B? A animação era grande?

Foi um grande momento, afinal ali começava minha caminhada neste clube.

No entanto, apesar de ter conseguindo integrar o elenco profissional, logo em seguida veio a transferência para a Alemanha, no caso o Bayer Leverkusen. Analisando o passado, você se arrepende de ter saído tão jovem do Brasil, ou a experiência foi válida como profissional?

Foi uma experiência válida por tudo que ela representou na minha carreira. Na Alemanha aprendi muita coisa e entendi a importância do futebol brasileiro no exterior.

Na época, a questão de estrangeiros no grupo do Bayer Leverkusen pesou para que você não tivesse muitas oportunidades?

Talvez o fato de ser um cara novo sem vivência do futebol fora do país tenha pesado.

Após a experiência pela Europa, você teve belas passagens pelo Paraná Clube, uma levando o clube para as quartas de finais da Copa do Brasil, e na outra ajudando a equipe a conquistar uma vaga na Copa Sulamericana. Naquele ano de 2003, você formou o famoso quarteto mágico apelidado pela torcida paranista, junto com Renaldo, Caio e Fernandinho, inclusive se tornando um dos melhores ataques do Campeonato Brasileiro do ano. Qual a importância que o Paraná teve em sua carreira? Guarda um carinho especial pelo clube e pela torcida ainda?

Foi um momento muito especial, pelas conquistas, pelos amigos e pelo carinho da torcida. Tudo isso me faz lembrar de maneira muito especial minha passagem pelo Paraná Clube.



As boas passagens pelo Paraná, abriram as portas para clubes de maior expressão no país, como Flamengo e São Paulo. A sequência de lesões que o acompanhou durante a carreira foi o fator decisivo para que não obtivesse a sequência esperada nestes dois clubes e talvez uma nova oportunidade de atuar fora do país?

A vida da gente é feita de momentos. E meus grandes momentos eram para acontecer aqui no Brasil, mas como o futuro a Deus pertence quem sabe ele esteja reservando algum momento especial para mim.

Em 2008, após a passagem por alguns outros clubes no país, veio a tão esperada chance de atuar novamente por seu clube de coração. A possibilidade de levar o Avaí a tão sonhada elite do futebol brasileiro, após vários anos, foi a maior motivação para voltar para casa?

Foi uma delas, estar perto da família, da cidade que eu amo, reviver os momentos felizes ao lado desta torcida e poder ajudar a dar a ela esta grande alegria foram motivos de meu retorno ao Avaí.

No mesmo ano, com a boa campanha da equipe na Série B, propostas começaram a surgir, e você como um torcedor assumido do Avaí, deu uma mostra de carinho e lealdade para com o clube após rejeitar uma proposta do Santos. Qual o principal fator que pesou para a permanência na Ressacada?

Nosso objetivo que havia sido traçado entre todos do grupo e a certeza de que éramos capazes de atingir este objetivo.

Ainda no ano do acesso, além da queda do Figueirense, foi um momento único na história do Avaí. O seu centésimo jogo ocorreu contra o Paraná Clube, no jogo do gol do Martini. Após isso, vários jogos debaixo de muita chuva, com sua categoria aparecendo, como no jogo contra o Bahia com um golaço, e a torcida não deixando de apoiar. Como foi o momento das vitórias seguidas e o apoio da torcida nesse período?

O carinho do torcedor avaiano nos transmite uma energia muito especial, é algo indescritível.

Todos sabem que o torcedor símbolo do clube é o Gustavo Kuerten, inclusive no ano passado você recebeu o Troféu Gustavo Kuerten, prêmio dado ao melhor atleta do ano de SC. Conhece o Guga pessoalmente? E como é o incentivo dele fora das arquibancadas?

O Guga é um exemplo a cada um de nós. Ele nunca perdeu a esperança e é um exemplo a ser imitado.

O acesso no final do ano passado, foi o momento mais marcante em sua carreira até o momento?

Com certeza, foi um grande momento.

Logo em seguida ao acesso, você conquistou outro feito pelo clube, que foi o título catarinense que não era ganho desde 1997, inclusive sendo o capitão e destaque da conquista. Qual a importância pessoal deste título na sua carreira?

É mais um objetivo conquistado, mais uma alegria dada ao torcedor e a certeza do dever cumprido.

O início do Campeonato Brasileiro foi muito difícil para a equipe, inclusive com especulações de que o Silas deixaria o comando técnico após a derrota para o Palmeiras em Florianópolis. Houve uma união ainda maior dos jogadores para a permanência dele?

Nunca alguém aqui falou na saída do Silas, o que aconteceu foi uma especulação de setores mal informados.

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”Nunca alguém aqui falou na saída do Silas”

Apesar de duas derrotas, a equipe vem de um momento muito especial na competição. Pelo momento vivido, o grupo já pensa em algo maior, como uma vaga na Sul Americana, ou o foco é escapar do rebaixamento mesmo?

Primeiramente precisamos ter a certeza de que iremos permanecer na Série A, esta é a prioridade.

Apesar de ainda estar com 27 anos, você já pensa no Avaí como o clube para finalizar a sua carreira?

É cedo ainda para falar sobre o assunto, acho que ainda tenho muito tempo como atleta.

Como todos sabem, você é um torcedor assumido do Avaí. Como surgiu essa paixão? Seu pai teve participação na escolha?

Minha família é Avaiana e é claro que isso influenciou bastante embora eu desde criança sempre gostei do Avaí.

Fotos:
http://futebolsc.uol.com.br
http://www.clicrbs.com.br

Comments

  • LUIZ FERNANDO said:

    É o cara do momento no Avaí; considero-o com um toque refinado e muito inteligente. Sem dúvida um dos mais importantes jogadores responsáveis pelo acesso e pelo título do Catarinense.

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