Eternas Promessas- Adrianinho

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Por Victor Domingos

Adriano  Laaber ou simplesmente Adrianinho. Meia canhoto e criador, pai austríaco e um passaporte comunitário na bagagem, aos 19 anos já despontava como uma das revelações da surpreendente Ponte Preta de 1999 que terminou a fase de pontos corridos em 4º lugar.

O início promissor de Adrianinho tomaria um novo rumo em 2000, sendo um dos principais jogadores da Ponte Preta na Copa João Havelange e conquistando a sétima colocação nos pontos corridos. Sem ser aproveitado pelas categorias de base brasileiras, especulava-se bastante sobre uma possível convocação do meia para a seleção austríaca.

Em 2001 novamente a Ponte Preta figurava entre os ponteiros: sexto lugar nos pontos corridos. Mesmo assim Adrianinho já era visto com desconfiança pelos mais críticos. O jovem talentoso demais para sua idade parecia que não daria mostras de progresso. Em 2002, campanha mediana da Ponte Preta. As chances do jovem Adrianinho de disputar jogos por alguma seleção de base já haviam se passado. Nem mesmo para a Áustria carente da geração da Copa de 1998 com os principais jogadores chegando às idades finais no futebol Adrianinho “servia”.

A não progressão em sua carreira ficou evidente em 2003 quando já não era mais uma peça chave e a macaca ficou a um ponto da zona de rebaixamento. O Corinthians ainda apostou no jovem europeu (para os efeitos de nacionalidade, Adrianinho é tido como austríaco) em 2004. O início foi similar a seu começo na Ponte Preta. O final também mas em um período bem mais reduzido, tanto que o meia chegou a disputar o Campeonato Brasileiro pelo Paysandu.

Veio 2005 e Adrianinho teve sua chance no Flamengo, onde sua qualidade foi tida como insuficiente. Foi para o Vila Nova e ainda no mesmo ano emprestado para o OFI, da Grécia. Meio ano na Europa e após apenas 5 exibições, Adrianinho retornou ao Vila Nova.

Já aos 26 anos, Adrianinho não tinha mais perspectivas de progresso. Jogou no Ipatinga e encerrou o ano no Ceará. Está há dois anos e meio no Brasiliense, onde joga com frequencia e foi, de certa forma, esquecido. Mas para o “jogador extremamente habilidoso, exímio cobrador de faltas e de escanteios, goleador, técnica apurada, dribla em pequenos espaços, chuta muito forte de fora da área com a perna esquerda, passe preciso, criador de jogadas” segundo definição de seu site pessoal, a eterna promessa merecia um caminho muito mais brilhante. Talvez seu futebol fosse apenas reflexo dos resultados obtidos pela Ponte Preta e não o contrário.

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Foto:
www.clicabrasilia.com.br