Como seria a seleção da URSS hoje?

Por Thomas Renan

Com títulos importantes como as medalhas de ouro nas Olimpíadas de 1956 e 1988, a Eurocopa de 1960, além dos Mundiais sub-20 e sub-17 em 1977 e 1987 respectivamente, o esporte na URSS foi apenas mais um artifício que demonstrou a importância que a região obteve geopoliticamente nos anos da Guerra Fria. Na época, apesar da hegemonia russa nas convocações da equipe nacional, os jogadores oriundos da Ucrânia e da Geórgia também tinham sua representatividade nas convocatórias. Com o fim da URSS em 1991, e a consequente liberdade dos vários países formadores da então potência, o futebol na região se tornou mais democrático, criando uma nova competitividade nos países e uma melhora na estrutura das equipes no Leste Europeu. Com base nesse avanço, e tentando resgatar um pouco da história da seleção soviética, realizamos uma pesquisa para saber: Qual seria a convocatória da Seleção da URSS nos dias de hoje?

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”Romário disputando a bola com os soviéticos nos Jogos Olímpicos de 88”

Goleiros:

Igor Akinfeev – Rússia – CSKA
Oleksandr Shovkovskiy – Ucrânia – Dinamo Kiev
Vyacheslav Malafeev – Rússia – Zenit

Escolha unânime na meta soviética. Igor Akinfeev, goleiro do CSKA, é presença certa nas listas do holandês Guus Hiddink, ao total, já soma 37 participações em sua carreira na seleção russa. Além da titularidade no gol nacional, Akinfeev é ídolo no CSKA, atuando desde de 2003 no clube com regularidade, chegando a ser cogitado em grandes clubes europeus pelo seu desempenho. Além de Akinfeev, Vyacheslav Malafeev também possui representavidade em seu país. O experiente goleiro de 30 anos, ficou a carreira toda atuando pelo Zenit, e possui no total 16 presenças na meta russa. Enquanto os dois russos são ídolos em seus clubes, o ucraniano Oleksandr Shovkovskiy não deixa por menos quando o assunto é o Dínamo de Kiev. Desde 1999 na equipe ucraniana, o goleiro já totaliza cerca de 320 partidas pelo clube, e 86 convocações de seu país.

Defensores:

Kakha Kaladze – Geórgia – Milan
Yuri Zhirkov – Rússia – Chelsea
Aleksandr Anyukov – Rússia – Zenit
Sergei Ignashevich – Rússia – CSKA
Aleksei Berezutskiy – Rússia – CSKA
Vasili Berezutskiy – Rússia – CSKA
Dmytro Chygrynskiy – Ucrânia – Barcelona
Marius Stankevičius – Lituânia – Sampdoria

Assim como na meta, o setor defensivo também não gerou dúvidas durante a pesquisa. Apesar dos vários jogadores citados, acabou prevalecendo o óbvio. Comandado pela experiência de Kakha Kaladze, que atuou em seu país e na Ucrânia antes de desembarcar na Itália, a defesa ainda conta com Aleksandr Anyukov, um dos mais lembrados durante a votação. Destaque no Zenit, o zagueiro iniciou sua carreira no Krylia Sovetov Samara, e atualmente já soma 46 convocações para a seleção russa. Além de Anyukov, a retaguarda soviética ainda contaria com Sergei Ignashevich, experiente zagueiro do CSKA, e oitavo jogador mais convocado na história do país.

Meios:

Aliaksandr Hleb – Bielorússia – Stuttgart
Anatoliy Tymoschuk – Ucrânia – Bayern Munich
Levan Kobiashvili – Geórgia – Schalke 04
Sergei Semak – Rússia – Rubin Kazan
Alan Dzagoev – Rússia – CSKA
Deividas Šemberas – Lituânia – CSKA
Diniyar Bilyaletdinov – Rússia – Everton
Konstantin Zyryanov – Rússia – Zenit

Sem dúvidas o setor mais democrático da convocatória. Entre os citados, destaca-se a experiência de Levan Kobiashvili, jogador mais convocado na história da Geórgia, a consistência de     Anatoliy Tymoschuk, segundo jogador com mais aparições na seleção ucraniana, além da juventude promissora de Alan Dzagoev, que mesmo com a pouca idade vem aparecendo constantemente nas convocações de Guus Hiddink. Inclusive, o jovem de Beslan já foi citado pela equipe do site, em matéria especial, como uma das promessas do futebol europeu. Para fechar a democracia no meio-campo, Lituânia e Bielorússia também estão representadas, com Semberas e Hleb respectivamente.

Atacantes:

Andrei Arshavin – Rússia – Arsenal
Pavel Pogrebnyak – Rússia – Stuttgart
Andriy Shevchenko – Ucrânia – Dinamo Kiev
Roman Pavlyuchenko – Rússia – Tottenham

Comandado pelo craque russo Arshavin, o setor ofensivo ainda conta com opções valiosíssimas. Dentre os escolhidos, destaca-se a experiência reconhecida mundialmente de Andriy Shevchenko, jogador mais convocado na história da Ucrânia, e que retornou recentemente a sua terra natal para atuar no Dínamo Kiev. Além do ucraniano, Roman Pavlyuchenko, que já soma 15 gols pela seleção russa, e Pavel Pogrebnyak, com 5 cinco, também foram os escolhidos.


Quem também foi lembrado?

Pelo grande leque de opções, alguns grandes jogadores ficaram de fora da convocação realizada pelo Plano Tático. A principal ausência ficou por conta de Andriy Voronin, que com 61 convocações não acabou entrando na lista final. Em meio a experientes e conhecidos de fora, algumas surpresas também foram lembradas pelos pesquisados. Caso de Maris Verpakovskis, atacante da Letônia que atua no Ergotelis, Maksim Shatskikh, uzbeque que joga no Lokomotiv Astana, além de outro letão, Juris Laizans, meia do Ventspils.