Brasileiros no Mundial de Clubes – Baré
Por Thomas Renan
Natural de Venâncio Aires, Jader Volnei Spindler, mais conhecido como Baré, iniciou sua carreira no futebol ainda jovem no Guarani da sua cidade natal. Sem grandes oportunidades nos gramados brasileiros, se transferiu precocemente para o futebol japonês, em 2001. Com apenas 19 anos, e pouca experiência, o atacante de Venâncio Aires se mostrou muito maduro e logo encantou os asiáticos com os seus gols. Em 2003, atuando pelo Omiya Ardija, Baré fez parte do grupo que terminou a J.League 2 no sexto lugar. Apesar do desempenho da equipe ter sido regular, o atacante se destacou individualmente marcando 22 gols ao todo, e garantindo o posto de terceiro maior artilheiro da temporada no Japão.
A passagem pelo Omiya ainda contou com mais um excelente desempenho para o brasileiro. Desta vez, além de marcar 15 vezes e se tornar o principal goleador do clube em 2004, ainda de quebra foi um dos responsáveis pelo acesso da equipe para a J. League 1, fazendo com que as portas no país se abrissem para o artilheiro, que em 2005, assinou com o tradicional Ventforet Kofu, na época participante da J.League 2.
Provando estar habituado com gols e acessos, Baré novamente foi decisivo na temporada japonesa. Durante a competição, balançou as redes 15 vezes, ajudando o clube a garantir o direito de disputar o playoff com o Kashima Reysol para decidir quem ficaria com a vaga na J.League 1. Nas duas partidas decisivas, marcou nada mais, nada menos que sete vezes, sendo seis no duelo final, em que o Ventforet despachou o Kashima por 6-2, fora de casa. Baré ainda permaneceu mais um ano no clube, sendo uma das principais figuras na fuga do rebaixamento da equipe após marcar 12 vezes na J.League 1 de 2006′ .
O desempenho individual até então no país, garantiu o atacante uma transferência para um dos maiores clubes japoneses, o Gamba Osaka. Em 2007, garantiu o posto de segundo maior artilheiro da temporada com 20 gols, ficando atrás apenas do brasileiro Juninho, do Kawasaki Frontale. Além da excelente média de gols, ficou com o prêmio de melhor camisa 11 da temporada, e ajudou a equipe a conquistar o terceiro lugar na J.League 1.
Um ano após se consolidar em terras japonesas, Baré ainda chegou a disputar boa parte da temporada de 2008 pelo Gamba Osaka. Em 15 partidas, marcou 10 gols na J.League, e garantiu os títulos da Liga dos Campões e do Campeonato Pan-Pacífico, em que se tornou um dos destaques após marcar uma vez nas semi-finais e quatro na decisão contra o Houston Dynamo, fazendo com que surgisse o interesse do futebol dos Emirados Árabes. Na metade de 2008, assinou um contrato com o Al-Ahli até 30 de junho de 2011, em uma transação que envolveu cerca de 6 milhões de dólares, desbancando os boatos que o atacante interessava clubes como Atlético/PR e Cruzeiro.
Dois meses após a chegada no clube, já iniciou a temporada local como titular, marcando quatro vezes nos dez primeiros jogos. Mesmo com uma fase de adaptação, ainda terminou o a UAE League com 11 gols e como o sétimo melhor marcador. Além dos gols, garantiu o título nacional e vaga para o Mundial de Clube da FIFA, que ocorre em Dezembro, na cidade de Abu Dhabi. A estréia do Al-Ahli e de Baré, está programada para o dia 9/12, contra o Auckland City da Nova Zelândia.

